
Você provavelmente tem se deparado cada vez mais com a palavra IMAX nesses últimos tempos. Pode ser por redes sociais, amigos compartilhando experiências ou até mesmo na hora de comprar um ingresso no cinema.
Normalmente, seu valor é um pouco mais alto, prometendo uma experiência diferente. Mas afinal, o que muda de verdade? É apenas uma tela maior? O som é melhor? A imagem realmente faz tanta diferença?
Esse assunto voltou a ganhar força nas redes sociais com grandes produções como A Odisseia, de Christopher Nolan, e Homem-Aranha 4, que chegaram aos cinemas recentemente acompanhados de muita expectativa sobre seus formatos de exibição.
Mas, apesar de ambos poderem ser assistidos em salas IMAX, existe uma diferença bem importante: um filme pode ser exibido em IMAX sem necessariamente ter sido filmado em IMAX. E entender essa diferença ajuda a entender o motivo de tanta repercursão do assunto.
O que é IMAX?

IMAX é um formato cinematográfico criado no final dos anos 1960, no Canadá, com o objetivo de potencializar a experiência do cinema, transformando ela em algo muito mais imersivo para o público. A ideia inicial se tratava de criar uma maneira de exibir imagens maiores e com mais qualidade, assim gerando mais impacto. Isso especialmente para grandes eventos e espaços como museus e exposições.
Com o passar dos anos, a tecnologia começou a chegas nas salas de cinema e se tornou uma das referências maia faladas e conhcida quando o assunto é experiência audiovisual.
Mas de qualquer formas, não, o IMAX não se resume apenas ao tamanho da tela. Ele envolve um conjunto de tecnologias que trabalham juntas:
- projeção de alta qualidade;
- telas maiores e com proporções diferenciadas;
- sistemas de som mais precisos;
- salas projetadas para valorizar a imersão;
- em alguns casos, câmeras específicas utilizadas durante a gravação.
Ou seja, o IMAX não é só mais uma forma de assistir um filme. É uma outra forma de pensar e apresentar uma obra audiovisual.
Qual a diferença entre IMAX e um cinema tradicional?

A primeira mudança percebida pelo espectador é o tamanho da tela. As salas IMAX possuem telas gigantes, muitas vezes ocupando a maior parte do campo de visão do público. Isso faz com que o espectador tenha a sensação de estar cada vez mais próximo da ação do filme. Se colocando dentro da narrativa.
Por exemplo, em uma cena com uma paisagem enorme, uma perseguição ou uma batalha, a escala aumenta. O filme parece ocupar o ambiente, e não apenas estar sendo exibido nele. Essa sensação é um dos principais motivos pelos quais muitos espectadores procuram sessões IMAX para grandes produções.
Mais detalhes na imagem

Outro ponto que se destaca completamente é a qualidade visual.
Dependendo da tecnologia utilizada, uma sala IMAX pode oferecer maior resolução, melhor contraste e mais brilho. Isso destaca as texturas dos cenários, figurinos, expressão dos atores, cenas no escuro, dimensão das paisagens, etc… O que colabora para imergir o expectador diretamente na história.
Mas é claro que a qualidade final depende de juntar todas as técnologias IMAX, e o mais relevante neste caso é o processo da câmera utilizada na gravação para chegar no melhor estado até a projeção na sala. Então sim, uma sala IMAX pode melhorar muito a experiência, mas o resultado também depende de como aquele filme foi produzido.
Um som pensado para envolver o espectador

Agora que já falamos da imagem com uma super qualidade, não podemos deixar de destacar a diferença e a importância do desenho sonoro dos filmes em IMAX. As salas que são equipadas com essa tecnologia, possuem sistemas de som calibrados para criar uma reprodução mais precisa e envolvente.
A diferença não é apenas aumentar o volume. O objetivo é fazer com que cada elemento sonoro tenha mais definição. A trilha sonora, os diálogos, os sons de objetos e efeitos especiais ganham seu espaço único. Isso difere completamente de salas comuns. Ouvimos e percebemos tudo com mais clareza.
E como no audiovisual o som e imagem são dependendes um do outro, é importante que ambas áreas tenham seu valor otimizado quando se trata de aumentar a imersão.
Todo filme exibido em IMAX foi gravado em IMAX?

Não necessáriamente, existem duas situações diferentes.
A primeira é quando um filme é produzido pensando no formato IMAX, como A Odisseia, dirigido por Christopher Nolan. Nesse caso, a equipe utiliza câmeras específicas ou equipamentos certificados, além de planejar enquadramentos e cenas considerando as características dessas telas.
A segunda situação é quando um filme produzido originalmente em outro formato recebe uma versão para exibição em salas IMAX, como Homem-Aranha Um Novo Dia, dirigido por Destin Daniel Cretton. Nesse caso, o público ainda aproveita uma tela maior, um som mais potente e uma projeção diferenciada, mas a imagem original não foi necessariamente criada para esse formato.
Essa diferença é especialmente importante quando falamos de grandes diretores que usam o IMAX como parte da linguagem do filme.
Por que Christopher Nolan gosta tanto de filmar em IMAX?

Poucos diretores estão tão associados ao IMAX quanto Christopher Nolan. O cineasta utiliza câmeras IMAX em suas produções há anos, incluindo filmes como Interestelar, Dunkirk, Tenet e Oppenheimer.
A escolha não é apenas técnica, ele é um bom exemplo de como a técnologia compõe um outro jeito de pensar novas obras. Para Nolan, o formato faz parte da experiência que ele quer construir para o público.
As câmeras IMAX conseguem capturar uma quantidade enorme de detalhes, especialmente quando utilizadas com película de grande formato. Além disso, o tamanho da imagem permite que determinadas cenas tenham uma escala muito maior. Uma paisagem, uma cidade ou uma sequência de ação ganham uma dimensão diferente quando ocupam uma tela IMAX. Em seus filmes, essa escolha costuma estar ligada à narrativa. O formato ajuda a criar sensação de grandiosidade e presença. O que condiz muito com a linguagem que o diretor vem apresentando em suas últimas produções, querendo sempre tentar transformar qualquer narrativa em algo maior.
A Odisseia x Homem-Aranha: Um Novo Dia; duas formas diferentes de usar a tecnologia

Vamos trazer agora estes dois filmes lançados recentemente, que estão sendo exibidos em salas IMAX, mas foram gravados de formas diferentes.
A Odisseia
O novo filme de Christopher Nolan segue a tradição que acompanha sua carreira. Utilizar formatos de grande escala para construir uma experiência cinematográfica. A produção foi pensada para aproveitar as características do IMAX, com cenas capturadas utilizando os equipamentos IMAX. Ou seja, ele foi capturado na película de 70mm, característico desse formato. Deixando a imagem com sua capacidade máxima de resoluão.
Nesse caso, assistir ao filme em uma sala IMAX não significaria apenas ver uma imagem maior. Significaria assistir a uma versão que transmita a intenção original do diretor. A composição dos planos, a escala das cenas e a relação entre imagem e tela foram pensadas considerando esse formato. Tudo foi feito e projetado para atingir este resultado final.
Homem-Aranha: Um Novo Dia.
Já uma produção como Homem-Aranha: Um Novo Dia, representa outra realidade da indústria atual.
Grande parte dos blockbusters modernos utiliza fluxos de produção digitais, com câmeras de alta resolução e processos de pós-produção completamente diferentes. Quando exibido em IMAX, o filme ainda pode oferecer uma experiência superior ao cinema tradicional, principalmente pela qualidade da sala, do som e da projeção.
Porém, a relação com o formato é diferente. Como o filme não foi gravado com a câmera específica, não veremos ele sendo repruduzido na sala com 100% do seu portencial. O IMAX nesse caso funciona só como uma forma de potencializar a exibição.
Mas afinal, vale a pena assistir a um filme em IMAX?

Depende do filme e da experiência que você procura. O IMAX costuma fazer uma grande diferença em produções que possuem:
- grandes paisagens;
- cenas de ação;
- ficção científica;
- filmes de aventura;
- fotografias pensadas para grande formato.
Nesses casos, a tela maior e o som mais envolvente ajudam a transformar a sessão. Já em filmes mais intimistas, com poucos elementos visuais ou foco principalmente em diálogos, a diferença pode ser menor. Mas isso não significa que um formato seja melhor que o outro. É só que cada produção escolhe as ferramentas que fazem sentido para sua proposta.
Sabendo que, os ingressos para estas salas são mais caros e temos pouquíssimas disponíveis pelo Brasil, a experiência vai completamente da sua opção. Essa ainda não é uma tecnologia completamente acessível aqui, abrindo muitas opiniões se vale ou não assistir filmes assim.
A tecnologia muda, mas a experiência continua sendo o mais importante

O cinema sempre passou por transformações.
A chegada do som mudou a forma de contar histórias. A televisão modificou a relação do público com a imagem. A tecnologia digital revolucionou a produção audiovisual. O IMAX representa mais uma etapa dessa evolução: uma tentativa de aproximar cada vez mais o espectador da experiência criada pelos cineastas.
No fim, acaba se tornando uma ferramenta. Usar uma câmera melhor, uma tela maior ou um sistema de som mais potente só fazem sentido quando estão a serviço de uma boa história. Seja em uma superprodução de Hollywood, em um documentário, em um evento corporativo ou em um filme institucional, o audiovisual continua tendo o objetivo de criar uma conexão entre imagem, som e emoção.
Mas isso não quer dizer que um filme que seja em IMAX seja melhor que um filme tradicional, tudo depende da proposta. Vivemos eras de filmes extraordinários sendo produzidos como sempre foram, então não é justo começar uma comparação de filmes novos feitos ou não para o IMAX.
Mas no final, sua opinião é que importa! Gostou desse conteúdo? O que acha sobre essa nova técnologia? Contate a gente pelo instagram para contar sua opinião! E siga nosso blog para mais conteúdos como este!